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Governo angolano promete 1 milhão de casas até 2012

Louise Redvers, em Luanda

Numa conferência realizada hoje no Palácio dos Congressos em Luanda, com a participação de deputados, arquitectos, representantes de empresas estrangeiras de construção, banqueiros, líderes do poder local e membros da sociedade civil, o presidente José Eduardo dos Santos falou do desafio de garantir habitação aos angolanos.

Três décadas de guerra civil devastaram a economia e as infraestruturas do país e causaram milhões de deslocados.
Muitos fugiram para a capital, Luanda, que tem agora uma população estimada em seis milhões de habitantes, a maioria a viver em condições precárias.
Apesar das enormes riquezas minerais de Angola e da expansão da sua economia desde o acordo de paz em 2002, a pobreza continua a afectar muitas vidas.
Metade da população não tem habitação condigna e cerca de sessenta por cento não tem acesso a água canalizada e energia.
Falando hoje na conferência, José Eduardo dos Santos reconheceu estes desafios e o risco de instabilidade social se a situação não melhorar.
O presidente angolano apelou à estabilização dos preços dos materiais de construção, a uma maior regulamentação do mercado, a melhor organização para pôr fim à construção caótica nos bairros e revelou a criação de um fundo habitacional para facilitar o acesso a habitação de famílias com baixo rendimento.
O custo de um milhão de casas foi calculado em 50 mil milhões de dólares pela imprensa estatal angolana, mas quando, num intervalo da conferência, Louise Redvers da BBC perguntou ao ministro das Finanças Severim de Morais sobre este montante, ele admitiu que era apenas uma estimativa.
A Conferência de hoje envolveu um painel de discussões, seminários e discursos com participantes de empresas de construção, bancos e membros do Governo.
Uma das questões chave que o governo angolano tem de resolver para poder ajudar as pessoas a ter acesso à habitação é, segundo o analista Mário Pinto de Andrade, um maior acesso ao crédito:
Na sequência desta conferência que tem por lema, “Habitação: um desafio para todos !” os milhões de angolanos que vivem em condições precárias terão de esperar para ver se toda a pompa e circunstância se traduzirá em mudanças reais nas suas condições de vida.

Fonte: BBC PARA AFRICA.COM (FEED)